Confesso que o nome, só por si, me fascinou.Esta dimensão tão abrangente das palavras, a conceção de um trabalho diligente, tão dinâmico, paciente e acolhedor, como era a labuta das tecedeiras, trouxe-me à imaginação o aconchego das peças que teciam, dos fios que entrelaçavam, das teias protetoras que criavam, das camisolas quentinhas ou dos cobertores que me embalavam o sono. No fim de contas, era tudo aquilo que nos protegia.Estas foram algumas das palavras que escrevi, em Fevereiro de 2014, quando foi pela primeira vez proposto o projeto com este nome: “Tecer a Prevenção”Hoje, passados quase 5 anos, voltei a passear pelo tempo, o tempo que nos traz à memória as crianças mais desprotegidas, as que todos os dias precisam de uma tecedeira, uma artesã com mãos de ouro e um coração imenso, capaz de criar, abraçar e entrelaçar esta tarefa e incluir o talento e a capacidade de prever, de conhecer e sobretudo de agir.Hoje, na apresentação do trabalho final, não deixei de salientar isso mesmo, que este trabalho, também tão pacientemente elaborado, só terá valor, se verdadeiramente melhorar as condições de vida das crianças e jovens, que todos os dias continuam a precisar de uma “tecedeira”.
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
"TECER A PREVENÇÃO - Plano Local de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens do Concelho de Penacova".
Confesso que o nome, só por si, me fascinou.Esta dimensão tão abrangente das palavras, a conceção de um trabalho diligente, tão dinâmico, paciente e acolhedor, como era a labuta das tecedeiras, trouxe-me à imaginação o aconchego das peças que teciam, dos fios que entrelaçavam, das teias protetoras que criavam, das camisolas quentinhas ou dos cobertores que me embalavam o sono. No fim de contas, era tudo aquilo que nos protegia.Estas foram algumas das palavras que escrevi, em Fevereiro de 2014, quando foi pela primeira vez proposto o projeto com este nome: “Tecer a Prevenção”Hoje, passados quase 5 anos, voltei a passear pelo tempo, o tempo que nos traz à memória as crianças mais desprotegidas, as que todos os dias precisam de uma tecedeira, uma artesã com mãos de ouro e um coração imenso, capaz de criar, abraçar e entrelaçar esta tarefa e incluir o talento e a capacidade de prever, de conhecer e sobretudo de agir.Hoje, na apresentação do trabalho final, não deixei de salientar isso mesmo, que este trabalho, também tão pacientemente elaborado, só terá valor, se verdadeiramente melhorar as condições de vida das crianças e jovens, que todos os dias continuam a precisar de uma “tecedeira”.
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
TRAGÉDIA - VERÃO 2017
Texto escrito em 17 de Outubro de 2017
Cinco vidas ceifadas, 4 Bombeiros que
necessitaram de deslocação aos HUC, 29 casas de primeira habitação destruídas,
dezenas de animais, máquinas industriais, equipamentos fabris, armazéns, casas
e ferramentas agrícolas, pomares, vinhas e olivais, e cerca de 10 mil de
hectares de floresta queimada, é o balanço, ainda provisório, do terrível
incêndio, o maior e mais destrutivo de que há memória no nosso concelho.
A dimensão e velocidade do fogo e a sua
generalização pelo nosso distrito e por toda a região, impediu que todas as
pessoas, todas as aldeias fossem protegidas como era suposto serem.
Temos consciência de tudo o que não se salvou
e das perdas enormes para as famílias afetadas, e nem mesmo a noção do muito
que, apesar de tudo, conseguimos salvar, apaga a nossa angústia e a sensação de
que fomos muito poucos perante a dimensão assustadora da tragédia.
Ao longo de anos preparámo-nos para cenários
adversos, adquirimos uma frota de veículos de socorro das melhores do nosso
País, constituímos um grupo de Bombeiros Voluntários dos maiores e mais bem
preparados a nível nacional e concebemos uma gestão sólida e eficaz.
Como nos competia, criámos nos Penacovenses uma
sensação única de segurança e de conforto e habituámos todos a ter uma forte
confiança nos seus Bombeiros. Parecia que não havia problema que não fossemos
capazes de resolver. De um momento para o outro, a adversidade avassaladora da
natureza coloca-nos perante cenários a que não conseguimos dar a resposta que a
população, que tanto confiava, precisava.
O mundo desmoronou-se, sobretudo para quem
perdeu os familiares, para quem não há solução possível, mas para todos os que
perderam os seus bens, as suas casas, o seu emprego ou a base da sua
sustentabilidade. Mas também para nós, que jamais apagaremos da nossa memória,
individual e coletiva, a sensação de impotência, a angústia infindável de não
ter meios suficientes, de não ter comunicações, de não ter um qualquer dom
sobrenatural que nos permitisse estar em todo o lado. Apesar de tudo, resta-nos a consciência de
que demos tudo o que humanamente podíamos.
A dimensão e a violência do incêndio, não deixou margem para alternativas. Contámos apenas connosco, com o nosso Povo, que na generalidade compreendeu e nos colocou à disposição camiões cisterna, tratores, piscinas para abastecimento, motobombas, num movimento extraordinário de solidariedade e de partilha, que nunca esqueceremos.
É nas tragédias que muitas vezes reforçamos o conceito da dimensão da capacidade humana e intensificamos os laços de solidariedade. São estes laços e o sentimento tão forte de união, que não podemos deixar de realçar.
A dimensão e a violência do incêndio, não deixou margem para alternativas. Contámos apenas connosco, com o nosso Povo, que na generalidade compreendeu e nos colocou à disposição camiões cisterna, tratores, piscinas para abastecimento, motobombas, num movimento extraordinário de solidariedade e de partilha, que nunca esqueceremos.
É nas tragédias que muitas vezes reforçamos o conceito da dimensão da capacidade humana e intensificamos os laços de solidariedade. São estes laços e o sentimento tão forte de união, que não podemos deixar de realçar.
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
SINAIS DOS TEMPOS…OU A DEGRADAÇÃO DO ESTADO
O
País assiste, talvez já sem surpresa, à prisão do diretor da Policia Judiciaria
Militar e outros responsáveis, alegadamente, por existirem “guerras” entre
polícias.
O
caso poderia até parecer uma brincadeira de ciúmes, de ambições pessoais ou
corporativas se o conteúdo não fosse tão sério e relevante. Acontece, que se
trata de um assunto de estado, do roubo de armas de um paiol militar, ainda tão
mais grave quando sabemos que andou envolto em sucessivos mistérios,
contradições e incertezas e em sucessivas declarações, mais ou menos
desastradas, gerando uma natural sensação de desconfiança e insegurança nos
cidadãos.
É
certo, que nos tempos que correm, andamos todos um pouco baralhados: Polícias
com responsabilidades de apagar incêndios, Bombeiros que regulam o trânsito
enquanto esperam pela chegada da polícia. Há uns tempos, era impensável ver
carros de combate a incêndios capotados com a sigla da “GNR”, ou lamentar os
ferimentos graves e o internamento de militares desta prestigiada força, devido
ao combate a incêndios florestais.
Hoje
temos fotografias censuradas, que levam à demissão de responsáveis, e não era
hábito termos o Presidente da República, o mais Alto magistrado da Nação, dias
a fio, a dar entrevistas em calções de banho.
Atualmente temos o maior
investimento (diz-se) de sempre na área da saúde, mas também um número de
demissões, sem precedentes, de responsáveis hospitalares e um agravamento continuado
dos cuidados prestados.
Temos
um primeiro-ministro que dá a sua palavra honrada, que a repete cinco vezes, para
uns dias depois a reduzir a menos de nada.
Sim,
tudo isto parece um sinal dos tempos, a que, mal ou bem, nos vamos habituando,
mas o incidente de Tancos não é bem a mesma coisa. Quando se trata da
Instituição Militar, atingida ao seu mais alto nível, exatamente a Policia
Judiciária Militar, então não serão apenas sinais dos tempos, mas antes
fenómenos complicados de degradação das Instituições, que podem ferir a
dignidade e a credibilidade do próprio Estado de Direito.
Apesar de tudo, e dos seus constrangimentos, vamos acreditando no sistema judicial, esperando que não seja beliscado pelo recente e rocambolesco episódio da nomeação da PGR.
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
INCÊNDIOS FLORESTAIS
Ao dar uma olhadela nos meus arquivos da semana
passada encontrei esta capa de jornal.
Cada um
interpreta como quiser. Por mim, exprimo o desejo, muito forte e sincero, de
rápido restabelecimento para os Militares da GNR apanhados pelo incêndio
florestal de Mourão.
O combate aos
incêndios é uma tarefa de risco muito elevado e o fogo não escolhe o momento, o
local, a origem ou a cor da farda.
sexta-feira, 13 de julho de 2018
O MOMENTO DOS PROFESSORES
Em termos laborais, nada há de mais
justo do que contar o tempo de serviço efetivamente prestado, seja qual for a
classe ou categoria profissional.
No que respeita aos Professores, a semana passada, talvez apenas para “intoxicar” a opinião pública, o governo afirmava que a contagem do tempo custava 600 milhões, hoje anuncia-se uma comissão técnica para avaliar quanto custa.
Esta falta de responsabilidade, custou uma greve e dias de incerteza a uma boa parte da população, incluindo naturalmente os professores, que são na generalidade cidadãos responsáveis e também têm filhos nas escolas públicas.
Considero inacreditável a ligeireza com que se trata um assunto tão sério, e acho também que os Professores não deixarão de “chumbar” o governo e alguns sindicatos pelo desempenho tão negativo.
No que respeita aos Professores, a semana passada, talvez apenas para “intoxicar” a opinião pública, o governo afirmava que a contagem do tempo custava 600 milhões, hoje anuncia-se uma comissão técnica para avaliar quanto custa.
Esta falta de responsabilidade, custou uma greve e dias de incerteza a uma boa parte da população, incluindo naturalmente os professores, que são na generalidade cidadãos responsáveis e também têm filhos nas escolas públicas.
Considero inacreditável a ligeireza com que se trata um assunto tão sério, e acho também que os Professores não deixarão de “chumbar” o governo e alguns sindicatos pelo desempenho tão negativo.
terça-feira, 3 de julho de 2018
O FUTURO DO IP3
Hoje assisti ao anúncio público, das obras de
requalificação do IP3. Porque sou testemunha de muitas tragédias, quero
acreditar que desta vez é mesmo a sério, embora se trate ainda de um conjunto
de boas intenções, que darão os seus frutos, tal como foi dito, lá para os
finais de 2022.
Aliás, o discurso, bem estruturado, do Ministro do
Planeamento deixou essa garantia, quando referiu que não se repetiriam as
promessas antigas e anúncios idênticos, que não passaram disso mesmo.
Ao refletir sobre esta cerimónia, não posso deixar de
lamentar, que a presença de três membros do Governo, de Dirigentes da
Administração Pública e de tantos órgãos de Comunicação Social, não tenha sido
aproveitada para colocar na agenda política alguns dos problemas do nosso Concelho.
No momento em que um vasto grupo de Cidadãos, procura
alertar para a degradação das instalações do antigo hospital de Lorvão e quando
há um amplo consenso quanto à finalidade a dar-lhe, a Câmara Municipal não
soube, não pôde ou não quis, dizer absolutamente nada.
sábado, 16 de junho de 2018
REUNIÃO DE CÂMARA DE 15 DE JUNHO 2018
Foi com um sentimento redobrado de satisfação que ontem assistimos, na Reunião de Câmara, à apresentação do trabalho “Meu Querido Fim do Mundo…CONSciência”, desenvolvido por um grupo de alunos, do 7.º ano, do AE de Penacova, no âmbito das candidaturas ao projeto Ciência na Escola, da Fundação Ilídio Pinho.
“Meu Querido Fim do Mundo…CONSciência” foi inspirado nos acontecimentos do passado 15 de Outubro, e para além de estudar um conjunto de disciplinas através da investigação e análise, quer em contexto de sala de aula, quer em trabalho de campo, visa, sobretudo, despertar consciências para evitar e prevenir os incêndios florestais e as suas consequências.
Também como um dos entrevistados, durante o desenvolvimento dos trabalhos, não posso deixar de felicitar a Iris, a Sara, o João e o Luís Martins e as professoras Emília e Cristina Simões que os orientaram.
Na mesma reunião de Câmara tive ainda a oportunidade de falar sobre o fecho do Banco BIC, em S. Pedro de Alva. O encerramento de uma unidade bancária, é sempre um sinal de empobrecimento e de regressão económica e social de uma comunidade e de um concelho que, num passado bem recente, viu encerrar o balcão da Caixa, no largo do Terreiro e o balcão do BPI. Sugeri ao Sr. Presidente da CM , que formalmente desconhecia a situação, que tentasse ainda desenvolver esforços para evitar o encerramento.
Também o aspeto, menos cuidado, da entrada da Vila de Penacova, do acesso do IP3, mereceu a minha chamada de atenção ao Sr. Presidente. De facto, um concelho tão bonito merecia uma “porta de entrada” mais cuidada e acolhedora. Sugeri, a curto prazo, coisas aparentemente simples, sobretudo, uma maior e melhor limpeza e a possibilidade de colocar uma tela nos pilares da superfície comercial LIDLE, que torne aquele espaço visualmente mais simpático.
A médio prazo deveriam, na minha opinião, ser feitas obras de requalificação dos taludes, com o enquadramento daquela paisagem e a colocação de um monumento de homenagem ao Bombeiro Voluntário, aprovado há muitos anos pela CM, mas nunca executado.
Tive ainda a oportunidade de felicitar as Marchas do Concelho, pelo seu trabalho e dedicação, com a sugestão de maior apoio, a Feira das Tradições de Lorvão com a proposta de um maior envolvimento da doçaria conventual, a Festa das Sopas, um trabalho fantástico do Agrupamento de Escuteiros n.º 1316, de Figueira de Lorvão e das obras de melhoramentos no salão da Casa do Povo de S. Pedro de Alva.
Porque achei mesmo muito bom, deixo uma fotografia com os envolvidos no Projeto “Meu Querido Fim do Mundo…CONSciência”, no dia da entrevista e da visita ao Quartel dos Bombeiros.
“Meu Querido Fim do Mundo…CONSciência” foi inspirado nos acontecimentos do passado 15 de Outubro, e para além de estudar um conjunto de disciplinas através da investigação e análise, quer em contexto de sala de aula, quer em trabalho de campo, visa, sobretudo, despertar consciências para evitar e prevenir os incêndios florestais e as suas consequências.
Também como um dos entrevistados, durante o desenvolvimento dos trabalhos, não posso deixar de felicitar a Iris, a Sara, o João e o Luís Martins e as professoras Emília e Cristina Simões que os orientaram.
Na mesma reunião de Câmara tive ainda a oportunidade de falar sobre o fecho do Banco BIC, em S. Pedro de Alva. O encerramento de uma unidade bancária, é sempre um sinal de empobrecimento e de regressão económica e social de uma comunidade e de um concelho que, num passado bem recente, viu encerrar o balcão da Caixa, no largo do Terreiro e o balcão do BPI. Sugeri ao Sr. Presidente da CM , que formalmente desconhecia a situação, que tentasse ainda desenvolver esforços para evitar o encerramento.
Também o aspeto, menos cuidado, da entrada da Vila de Penacova, do acesso do IP3, mereceu a minha chamada de atenção ao Sr. Presidente. De facto, um concelho tão bonito merecia uma “porta de entrada” mais cuidada e acolhedora. Sugeri, a curto prazo, coisas aparentemente simples, sobretudo, uma maior e melhor limpeza e a possibilidade de colocar uma tela nos pilares da superfície comercial LIDLE, que torne aquele espaço visualmente mais simpático.
A médio prazo deveriam, na minha opinião, ser feitas obras de requalificação dos taludes, com o enquadramento daquela paisagem e a colocação de um monumento de homenagem ao Bombeiro Voluntário, aprovado há muitos anos pela CM, mas nunca executado.
Tive ainda a oportunidade de felicitar as Marchas do Concelho, pelo seu trabalho e dedicação, com a sugestão de maior apoio, a Feira das Tradições de Lorvão com a proposta de um maior envolvimento da doçaria conventual, a Festa das Sopas, um trabalho fantástico do Agrupamento de Escuteiros n.º 1316, de Figueira de Lorvão e das obras de melhoramentos no salão da Casa do Povo de S. Pedro de Alva.
Porque achei mesmo muito bom, deixo uma fotografia com os envolvidos no Projeto “Meu Querido Fim do Mundo…CONSciência”, no dia da entrevista e da visita ao Quartel dos Bombeiros.
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