terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

LAMPREIA COINTINUA A SER RAINHA EM PENACOVA


No próximo fim-de-semana, tem lugar mais um Festival da lampreia, uma iniciativa que começou a ganhar forma há precisamente 20 anos, por ocasião do primeiro concurso gastronómico, promovido pela CM e os restaurantes do concelho, que ditou o “Cortiço” como primeiro classificado, com o “Côta” a ficar na segunda posição. Uma efeméride que pode ser recordada através das placas, que os restaurantes, orgulhosamente, mantém afixadas em locais bem visíveis. Este concurso, foi também o mote para se começar a reivindicar o que viria a ser a passagem de peixe construída, 17 anos mais tarde, no açude-ponte em Coimbra.
Um ano depois, estávamos em Fevereiro de 1998, teve então lugar a primeira edição do festival da Lampreia, que relançou também a doçaria conventual no nosso concelho, com a Câmara Municipal a promover a confeção da nevada de Penacova e do pastel de Lorvão, associando estas saborosas sobremesas à iguaria gastronómica, que viria ser, por muitos anos, rainha em Penacova.
Esta primeira edição, em que participaram os restaurantes, Boa Viagem, O Casimiro, O Cortiço, o Côta, o Ferradura, o Panorâmico e o Primavera teve uma outra atração, que entretanto acabou, o sorteio de uma refeição para duas pessoas, em cada um dos restaurantes, e uma dormida no Hotel de Penacova.
De acordo com a imprensa da época, o festival foi um autêntico sucesso, e Penacova viveu um fim-de-semana de festa, com milhares de visitantes a fazerem autênticas filas para saborear o famoso ciclóstomo. Lembro a D. Natália, do “Boa Viagem”, com as mãos na cabeça, a ver-se aflita e a servir almoços até às 4 horas da tarde. Estima-se, que logo no primeiro ano, foram cerca de cinco mil o número de refeições servidas.
O êxito desta primeira edição foi de tal ordem, que o fim-de-semana da Lampreia de Penacova, tinha obrigatoriamente de ser repetido. Com mais ou menos restaurantes, com mais ou menos um dia, com ou sem sorteio, a ideia original ainda hoje perdura e deu origem, seguramente ao maior evento gastronómico de Penacova e a um dos mais importantes da região.
No momento em que se aproxima mais um fim-de-semana, presto aqui a minha homenagem aos muitos colaboradores da Autarquia que lhe têm dado corpo, aos restaurantes aderentes, e a quem se empenhou para reavivar a confeção das nevadas e dos pastéis de Lorvão. Recordo de modo particular a Dulce Amaral à data chefe de secção cultural da Autarquia, a Isabel Viseu assistente administrativa e a Fernanda Cabral, técnica superior de comunicação que, pelos lugares que ocupavam, nos ajudaram muito. Recordo a forma intensa como nesses dois dias nos desdobrámos para distribuir os pastéis e apoiar os restaurantes e os milhares de visitantes. Felizmente muitos outros autarcas e colaboradores do município têm dado o seu melhor para continuar este projeto que já leva 20 anos.
Recordo igualmente o Sr. Henrique Côta, e o Sr. Abilio do restaurante Ferradura, já falecidos, e destaco o papel do Abel Batista, da D. Natália da Raiva, do Arménio do Panorâmico, do Casimiro no Silveirinho ou do “Zé Menino” de Vila Nova, como pioneiros deste projeto, sem esquecer o Café Rainha Santa de Lorvão, a Guida da Ronqueira, ou o Nuno Esperança, que souberam, com muita dedicação, responder ao desafio da doçaria conventual.
Hoje como ontem, continuo a pensar que quando queremos, quando nos empenhamos, quando estimulamos e acarinhamos as nossas gentes, os nossos empresários, aqueles que lutam e trabalham para ter um território mais empreendedor e desenvolvido, somos capazes de criar e de inovar, de produzir e renovar e, sobretudo, de gerar processos dinâmicos, sustentáveis e duradouros.
Destaco nas fotos a Nandita, a minha Nandita, um talento que que nos deixou prematuramente. Sim, só um talento poderia concluir com êxito um curso superior, apesar da doença e dos sucessivos e longos períodos de internamento.
O Ti Henrique Côta, como carinhosamente lhe chamávamos, um ícone do nosso concelho, conhecido e reconhecido de todos e por todos.
Finalmente o meu Amigo de infância, Abel Batista, a quem desejo um completo restabelecimento.

Foto tirada em 1997

 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DA LIGA DOS BOMBEIROS PORTUGUESES




Passados dois anos, e pela segunda vez consecutiva, as grandes questões organizacionais dos Bombeiros Portugueses voltam a passar pelo distrito de Coimbra.
Depois do sucesso, que foi a organização do 42.º Congresso da Liga dos Bombeiros Portugueses, em Coimbra, em Outubro de 2014, o maior Congresso de sempre da história da LBP, a Federação de Bombeiros e as Associações e Corpos de Bombeiros do nosso distrito, voltam a estar envolvidos na organização do Congresso Extraordinário, que tem lugar no próximo Sábado, a partir das 9h00, no Casino da Figueira da Foz.
Trata-se de uma reunião magna, onde têm lugar os representantes das estruturas associativas e operacionais dos Bombeiros de Portugal, e onde serão debatidos temas tão importantes como a alteração dos próprios Estatutos da Liga, o Regulamento de Distinções Honoríficas dos Bombeiros, e as propostas de revisão do Fundo de Proteção Social do Bombeiro.
São documentos/regulamentos muito relevantes, que se manterão certamente por muitos anos, e ficarão para sempre ligados ao nosso distrito de Coimbra.
Para os Bombeiros do distrito, para as suas Associações e estruturas operacionais, é sempre uma honra organizar estes Congressos Nacionais e poder receber no seu espaço geográfico Entidades tão relevantes e representantes de todo o País. Saberemos, como sempre, manter os padrões de organização, que dignifiquem os Bombeiros, mas também toda a sociedade civil do nosso distrito.
Uma palavra de apreço para a Associação de Bombeiros para Sempre, que, também pela segunda vez, vai transmitir em direto todas as sessões de trabalho.


sábado, 21 de janeiro de 2017

DONALD TRUMP E UMA NOVA ORDEM MUNDIAL



Desde a minha visita aos Estados Unidos da América, no último mês de Novembro, não voltei a esta página onde tinha escrito, que gostaria de encontrar uma América de paz e não de conflitos, de união e não de discórdia, uma América onde se construam pontes e não se ergam muros.
Enganei-me. Hoje, um dia após a posse do novo Presidente, a expetativa não é de união, não é de paz e muito menos se vislumbra um tempo de construção de “pontes”.  
O isolacionismo, que faz parte do discurso incoerente de Trump relativamente ao mundo, às alianças constituídas e aos grande conflitos, mas também às grandes questões do ambiente e ao modelo social interno, não deixa antever nada de bom. Em política o vazio é inimigo da estratégia. Qualquer organização, por mais pequena que seja, precisa de estratégia, de definição e de rumo. As pessoas e o mundo ainda olham para os Estados Unidos da América como uma potência líder mundial. É neste sentido que a sua liderança, mais do que sólida e poderosa, precisava, hoje talvez mais do que nunca, de ser credível e coerente.
Perante o atual cenário, resta-nos a força da democracia dos EUA, consolidada ao longo de centenas de anos, com pesos e contrapesos, com o Senado e o Congresso, que estou certo, não deixarão o novo Presidente concretizar muitas das propostas, que foi anunciando durante os últimos meses.
Se assim não for, o mundo deixará de ser unipolar, liderado pela América, e tornar-se-á multipolar com a Rússia, a China, a Europa e porventura o mundo Islâmico, a quererem um papel mais interventivo, numa nova ordem mundial que se estará a desenhar.