segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

MAIS VALE PREVENIR-AINDA O RELATÓRIO SOBRE OS INCÊNDIOS FLORESTAIS

Os Bombeiros Portugueses e a sociedade em geral, tem assistido à discussão pública sobre o relatório que avaliou as circunstâncias em que ocorreram as mortes dos oitos Bombeiros e, sobretudo, sobre a polémica em que o mesmo está envolvido.
Este documento, tornado público às pinguinhas porventura para dilatar no tempo os efeitos pretendidos com a sua divulgação, pouco nos trouxe de novo e nem mesmo a preocupação permanente de uns tantos de tirarem proveitos e protagonismos pessoais, nos causa qualquer estranheza.
Em Portugal, qualquer relatório ou documento de apuramento de factos está, à partida, envolto em polémica, e não estaremos muito enganados se considerarmos que muitos dos que têm opinado sobre ele, não o leu na totalidade e, porventura, nem mesmo alguma comunicação social que apenas lê, e às vezes de forma enviesada, o que interessa para vender noticia.
Depois de o conhecer na íntegra, também nós ficámos com opinião diferente daquela que foi amplamente divulgada pela comunicação social.
Das 111 páginas que são conhecidas, podemos considerar perigoso, em particular nestes casos em que tudo é tão imprevisível, deixar uma porta aberta para apontar culpados de uma forma tão linear ou generalizar responsabilidades e falhas, criando na opinião pública dúvidas, suspeitas e mesmo anátemas sobre aqueles que têm como missão a proteção e o socorro e que são muitas vezes a única tábua de salvação, em particular, para as pessoas que vivem mais isoladas. Não fora a grande confiança e o enorme carinho, que toda a população tem pelos nossos Bombeiros, reconhecendo a sua capacidade e o seu sentido de entrega, e tudo poderia estar posto em causa.
Queremos crer que nunca foi esta a intenção dos autores do relatório. Isto mesmo é, aliás, expresso por diversas vezes e formas, quando por exemplo é dito “que após os incêndios extintos, com toda a informação disponível, é muito fácil criticar e apontar os aspetos que correram menos bem”, ou quando os autores afirmam “Aceitámos este encargo cientes das dificuldades inerentes a um trabalho desta natureza…….. Não é nosso propósito acusar ou responsabilizar qualquer pessoa ou entidade pelas ações que descrevemos ou pelos seus resultados.”
Assim, após uma análise atenta, julgamos que, apesar de tudo, podemos retirar muitas notas positivas do relatório e transformá-lo numa ferramenta útil para os Bombeiros. Basta lê-lo com um olhar afirmativo, sem dogmas ou preconceitos e acreditar na boa-fé dos seus autores.
O apelo a melhor formação deve ser entendido no aspeto de evolução qualitativa, tendo em conta as mudanças operadas na floresta, face à sua desqualificação, desertificação e abandono.
A formação credenciada no uso do chamado contra-fogo, deve continuar a ser ministrada aos Bombeiros sobretudo às chefias. Os Bombeiros devem poder utilizar este recurso com segurança e sem complexos. Não é possível estar sempre à espera de equipas que vêm de fora. Quando chegam, raramente chegam a tempo, levam eternidades a fazer a avaliação, não confiam nos operacionais que estão no terreno, são bem pagas, ao contrário da esmagadora maioria dos Bombeiros, e são geradoras de conflitos desnecessários.
A necessidade de melhorar permanentemente os equipamentos de proteção individual é uma realidade inquestionável que este relatório confirma e reforça.
Concordamos em absoluto com a proposta inserida no relatório “Recomenda‐se a promoção de um programa Nacional, envolvendo diversas entidades operacionais, autarquias, empresas e a comunidade científica, para implementar soluções do problema dos incêndios florestais, de uma forma integrada e sustentada, por meio de ações de validação, demonstração e aplicação de medidas eficazes ou inovadoras de prevenção e segurança.”
Por tudo isto, não comungamos da crítica pura e dura ao relatório e aos seus autores, como não partilhamos da ideia generalizada, que pareceu transparecer, da falta de formação, ou de negligência na abordagem às situações. Os incêndios florestais desenvolvem-se em cenários demasiado complexos para se fazerem leituras tão simplistas. Quando queremos retirar duas ou três frases de um contexto mais vasto, podemos especular até onde a imaginação nos quiser levar e, sobretudo, podemos desviar as atenções dos verdadeiros problemas, que nos afetam a todos enquanto Bombeiros e cidadãos.
No momento em que escrevemos estas linhas, os Bombeiros Portugueses desdobram-se nas mais variadas tarefas de proteção e socorro, que decorrem do mau tempo e quantas vezes da falta de prevenção. Está quase a fazer um ano, que o país viveu alguns momentos de aflição com o fenómeno meteorológico da ciclogénese explosiva. Árvores caídas em cima das linhas de eletricidade, nos telhados das habitações, inundações por manifesta falta de limpeza. Tudo isto foi sentido, vivido e comentado. De então para cá, pouco ou nada fizemos para minimizar as consequências de fenómenos idênticos e lá estão novamente as árvores caídas sobre as casas, sobre as linhas, as inundações e tantas outras situações, que, não podendo de todo ser evitadas, podiam ser pelo menos minimizadas nos seus efeitos.
Precisamos continuar a prevenir mais do que a remediar. Esta poderia ser, aliás,  a grande mensagem para 2014.
António Simões
(Artigo originalmente publicado no Diário As Beiras)

domingo, 29 de dezembro de 2013

CADA VEZ MAIS PESSOAS RECORREM AOS BOMBEIROS

Com o encerramento do Centro de Saúde durante a noite, e pela natureza do seu funcionamento, cada vez mais pessoas recorrem diretamente aos Bombeiros, reconhecendo nesta Instituição capacidades para as ajudar a resolver alguns dos seus problemas.
Ainda recentemente um casal de um concelho do norte do País, que seguia no IP3 em direção a Lisboa, saiu deste Itinerário e perguntou pelo Quartel dos Bombeiros, porque a senhora se havia sentido mal. Prontamente assistida foi de seguida transportada de urgência para os HUC. No espaço de oito dias esta foi a segunda situação do género.
Mas não são apenas questões de saúde, de incêndios ou acidentes, que levam os cidadãos a recorrer aos Bombeiros. Esta semana, um cidadão com raízes familiares em Penacova, mais concretamente em S. Pedro de Alva, e residente desde sempre em S. Paulo no Brasil, enviou um e-mail para o Comandante dos Bombeiros para que o ajudasse a descobrir os seus familiares. Com uma consulta rápida ao ficheiro verificámos que um dos nomes descritos no e-mail é nosso Sócio. Contactámo-lo e, com a sua autorização, enviámos o número de telefone ao familiar no Brasil, que já nos agradeceu.
São assim as Associações de Bombeiros, permanentemente e em qualquer circunstância, ao serviço dos cidadãos.

MAIS UM ACIDENTE PROVOCA DOIS FERIDOS


Dois feridos, foi o resultado de um aparatoso acidente, ocorrido esta manhã no IP3 ao Km 50, próximo da descida do Botão.
Os Bombeiros de Penacova, mobilizaram para o local 10 Operacionais apoiados por duas ambulâncias, o veículo de salvamento e desencarceramento e o veículo de Comando.
Os dois dos feridos foram encaminhados para os Hospitais da Universidade de Coimbra.

S. PEDRO DE ALVA-MAIS UMA INICIATIVA DE APOIO AOS BOMBEIROS


A ideia partiu do Grupo de Jovens, Onda Jovem do Alva, e o público de S. Pedro de Alva encheu a Igreja para ver os cantos Natalícios e participar em mais uma iniciativa de apoio aos Bombeiros Voluntários de Penacova.

Estiveram presentes o Presidente da Direção, Paulo Dias, a Tesoureira e a Secretária da Associação, Clara Mateus e Paula Silva, O Comandante António Simões e Paula Santos, Bombeira residente em S. Pedro de Alva.

Durante o lanche partilhado, servido no final, o Comandante do Corpo de Bombeiros teve oportunidade para agradecer mais este gesto de simpatia e de solidariedade, e explicar aos presentes a atividade dos Bombeiros e a sua estrutura organizacional.

ACIDENTE PROVOCA UM FERIDO

Um ferido foi o resultado de um despiste de um veículo ligeiro, ontem ao final da tarde, no IP3 ao Km 62. Os Bombeiros de Penacova prestaram os cuidados de emergência pré-hospitalar e efetuaram o transporte para os HUC.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

AGRADECIMENTO

Também do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Penacova, recebemos o e-mail que registamos e publicamos:

Exmo Srs,

Espero que as festividades natalícias tenham decorrido com calma e normalidade.
Pretendia com esta breve comunicação agradecer o esforço que os Bombeiros Voluntários de Penacova efetuaram por estes dias de alguma intempérie. De facto, sem vós, seria muito difícil responder às solicitações mais básicas que nas referidas condições sempre acabam por acontecer.

Um bem haja para todos vós e que 2014 seja  tudo nada mais calmo e sereno que este ano que estamos a concluir.

Abraço,

Humberto Oliveira

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Presidente

AGRADECIMENTO

Os Bombeiros não trabalham para que lhes agradeçam, mas não deixa de ser importante ver o seu esforço reconhecido.
Publica-se o e-mail, recebido hoje, de um familiar dos feridos do acidente de ontem à tarde.
Resta-nos também agradecer este gesto, que constitui para nós um forte incentivo, e desejar um rápido restabelecimento.

Exmo. Sr. Comandante António Simões,
No seguimento do despiste seguido de capotamento de um veículo ligeiro de passageiros, ontem pelas 17h no IP 3 – Nó de Lorvão, venho por este meio agradecer a forma como foi efetuada a prestação de socorro, pois tratava-se da minha irmã e do meu sobrinho.
Já tive oportunidade de falar com a mesma ao telefone e felizmente resultaram apenas algumas escoriações nela e na criança.
Segundo a informação que me foi transmitida o socorro foi rápido e notou extrema competência técnica e humana em todos os Bombeiros que intervieram no acidente.
Considerando tratar-se do dia de Natal onde cada Bombeiro abdicou da família para estar ao serviço do Corpo de Bombeiros, faço questão que divulgue pelos elementos intervenientes este meu SINCERO AGRADECIMENTO.
Despeço-me deixando votos de Boas Festas.
Cumprimentos,
Nuno Emanuel Coroado
Algueirão Mem Martins